Apresentação Sangue na Guelra 2014


Começa hoje mais uma edição do Peixe em Lisboa, para muitos o melhor evento gastronómico do país.
Pode parecer estranho mas, apesar do gosto pela gastronomia e vinho, não temos lá ido. Teria muito a escrever sobre isso. Desde algumas coisas que fizeram perder a vontade, a tentativas que saíram furadas à última hora, houve um pouco de tudo. Mas como podem ver pelo título, não foi isso que me levou a escrever estas linhas.
 
Integrado no programa do Peixe em Lisboa há um (chamemos-lhe assim) evento paralelo chamado Sangue na Guelra.

Vestigius

Vestigius

- É um wine bar?
- É uma galeria de arte?
- É uma biblioteca?
- É o Vestigius!
Na verdade é um pouco disto tudo e mais algumas coisas ainda.
 
Confesso que, até lá ir, sempre fiquei meio baralhado com o conceito da coisa. Cheguei a ter mesmo alguns calafrios quando vi serem anunciados concertos. Não que tenha alguma coisa contra música ao vivo, mas porque quando se misturam tantas coisas numa só, o risco de resvalar para o azeite é elevadíssimo.
Felizmente, logo na primeira visita fiquei aliviado. Não por causa das casas de banho, onde é obrigatório ir nem que seja só para ver, mas porque todos os receios desapareceram num instante.

Buçaco

BuçacoNum local encantado, no coração da Mata Nacional do Buçaco, existe um tesouro escondido, devidamente guardado por gárgulas, armaduras, anjos e santos do Palace Hotel do Bussaco.

Até aos meus 18 anos, grande parte dos meus fins-de-semana era passada na Curia, no Luso e na Mata Nacional do Buçaco. Perdi a conta às vezes que o meu pai estacionou o carro praticamente à frente deste tesouro, que na altura nem sabia que existia, para a minha mãe ver e comprar plantas dos viveiros e estufas que ali existiam abertas ao público.

Não estou a falar da suite real, de vitrais, de painéis de azulejos, de telas ou de frescos, mas sim de outro tipo de obra de arte, a Adega onde repousam os míticos Vinhos Buçaco.

Adegga Wine Market 2013

Adegga Wine Market 2013Como o Adegga Wine Market é um evento que vi nascer de muito perto, torna-se sempre complicado escrever alguma coisa sobre ele. É tipo quando se bebe um vinho em que se esteve a ajudar na vindima. Sente-se sempre que há ali também um pedacinho nosso.

Não vou por isso alongar-me muito, apesar de não poder deixar de lhe dedicar umas linhas e partilhar umas fotos, que desta vez são poucas e foram tiradas sem critério absolutamente nenhum.

Para não acharem que só vou falar bem, vou começar precisamente pelos pontos menos bons (para mim)

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